Enquanto a presença digital em redes sociais e streaming é obrigatória para qualquer companhia, a verba publicitária voltada para os videogames ainda engatinha no mercado corporativo brasileiro.
O público de games por gerações
Dados recentes da Visual Capitalist mostram que 94% da Geração Alpha e 90% da Geração Z consomem algum tipo de jogo eletrônico. O comportamento também atinge 82% dos Millennials, 63% da Geração X e quase metade dos Baby Boomers.
Segundo Roberta Coelho, CEO da equipe de e-Sports MIBR e criadora da WIBR, o setor deixou de ser promessa para dominar o consumo atual. A especialista aponta que a publicidade no setor exige estratégias diversas para públicos variados.
Diversidade nas comunidades de e-Sports
Os esportes eletrônicos funcionam com base em paixão, alta performance e forte sentimento de pertencimento, aproximando torcedores e equipes da mesma forma que o futebol tradicional faz.
No entanto, o ecossistema digital é plural e varia conforme o título jogado. Organizações tradicionais atraem perfis distintos de acordo com a plataforma utilizada pelos fãs.
O MIBR, fundado em 2003 no Counter-Strike, exige computadores potentes e atrai um público específico de PCs. Por outro lado, a LOS surgiu na pandemia focada no Free Fire, jogo mobile acessível para qualquer smartphone no Brasil.
Essas diferenças geram hábitos de consumo variados, exigindo campanhas personalizadas para cada tipo de audiência para garantir conversões reais.
Estratégia para o futuro empresarial
Ignorar o ecossistema dos jogos significa perder a conexão com públicos transgeracionais, que hoje reúnem pais e filhos em torno da mesma paixão pelo entretenimento digital.
As companhias que desejam relevância comercial nos próximos anos precisam inserir os videogames no planejamento orçamentário com urgência.






